O JULGAMENTO DO PASSADO
SEBASTIAN
O pai de Marina, um homem de semblante severo, ombros largos e mãos calejadas por décadas de um trabalho braçal exaustivo na oficina mecânica, aponta em silêncio para as cadeiras gastas da pequena sala com um gesto rígido, quase marcial. Ele me avalia de cima a baixo com um ceticismo cortante, um olhar inquisidor que mistura a desconfiança instintiva de quem foi calejado pelas rasteiras da vida com o orgulho ferido de um patriarca acuado.
— Estou ouvindo o qu