O JULGAMENTO DO PASSADO
SEBASTIAN
O pai de Marina, um homem de semblante severo e mãos calejadas pelo trabalho pesado, aponta para as cadeiras da sala com um gesto rígido. Ele me avalia de cima a baixo com um olhar que mistura desconfiança e orgulho ferido.
— Estou ouvindo o que você tem para falar, minha filha. Pode falar — ele diz, a voz rouca e firme, ignorando por um instante a minha presença imponente naquele espaço tão pequeno.
Percebo que M