MARINA
A dor que devora o meu peito não se compara a nada que já experimentei nesta vida.
— Ter o Ricky nos meus braços traz uma ponta de alívio, mas olhar para o berço de acrílico ao lado e enxergá-lo vazio é como sentir um pedaço do meu próprio corpo sendo arrancado sem anestesia.
— Minha filhinha... Minha ruivinha indefesa, que nasceu há pouquíssimas horas, que nem sequer teve a chance de mamar no meu peito, foi levada por uma estranha do lugar onde deveria estar mais segura.
— Me devolve