Por um segundo, nada aconteceu. Depois mais um. E mais outro.
Meu coração disparou, sim. Mas não foi pelo perfume. Foi por Mauro estar perto demais. Pelo braço dele em volta de mim. Pela respiração quente contra meu cabelo. Pela certeza absurda de que, mesmo com aquele veneno no ar, a única coisa capaz de me abalar continuava sendo ele.
— Nathalia? — ele perguntou, baixo.
Levantei o rosto.
— Nada.
Ele me encarou como se não tivesse entendido.
— Nada?
— Nada.
Os monitores começaram a apitar. A d