Mauro olhou para mim. E, naquele segundo, eu entendi a crueldade perfeita da escolha. Se ele me protegesse, perdia tudo. Se aceitasse, me entregava.
A sala inteira esperava uma resposta dele, mas era como se ninguém ali lembrasse que eu também estava viva. Que eu respirava. Que eu ouvia. Que meu corpo, minha cabeça, minha resistência ao Relux e até a noite que eu tinha passado com Mauro estavam sendo colocados em cima da mesa como documentos anexados a uma pauta.
Mauro abriu a boca.
Eu falei an