Vitor
Ao chegar ao campus, entro com ela. Andamos de mãos dadas e em silêncio. Está tarde, quase ninguém circula pelo lugar.
― Você tem celular, loirinha? ― pergunto assim que chegamos a entrada do alojamento. Nunca a vi com celular, apenas com fones no dia em que esbarramos.
Ela balança a cabeça negativamente e responde:
― Não. Vou juntar dinheiro para ter nos próximos meses. Para falar comigo terá que ser do jeito tradicional, indo até onde estou.
― Vou pensar no seu caso. ― Seu sorriso tímid