Samanta
Era bom acordar com a sensação de que eu não estava sozinha naquela cama enorme. Claro, ela não era minha, mas fazia parte da minha vida agora. Era reconfortante ouvir alguém ao meu lado, alguém que se importava, perguntando por que eu estava tão estranha.
Harvey era assim, perceptivo. Ele sabia quando eu precisava de espaço, quando minhas próprias sombras me dominavam. E ele respeitava isso, nunca forçava, apenas deixava claro que estava ali, ao meu lado, em silêncio.
Jamais imaginei