"Lorena"
Eu ainda estava deitada no sofá olhando para as almofadas, ouvindo os passos da Dalva no espaço da pequena cozinha conjugada com a sala. O cheiro de café passado na hora invadiu o meu nariz, trazendo consigo a realidade crua de um novo dia. As minhas pálpebras pesavam, inchadas pelas horas seguidas de choro da noite. A dor no meu peito ainda era uma ferida aberta, mas as lágrimas finalmente tinham secado. Eu não tinha mais o que chorar. O meu paraíso havia sido queimado e eu precisava