O vagão balançava suavemente enquanto o metrô avançava pelos túneis subterrâneos da cidade. Elana estava sentada junto à janela, o celular colado ao ouvido. A cidade corria lá fora, mas ela ainda estava presa na sala da editora, onde memórias mal resolvidas e contratos milionários se cruzavam como linhas soltas de um texto inacabado.
— Como assim o Gabriel? — a voz de Isabella soou do outro lado da linha, incrédula — Ele ainda cuidou de você doente?
— O próprio. Com sobrenome e tudo. — Elana