ELENA narrando
A vida inteira eu me questionei, pensando se o universo estava me punindo de alguma forma, já que eu não era feliz. Se estou viva, não foi por escolha, e sim por necessidade. Eu tinha medo de acabar com a minha vida e deixar Sofia sozinha pelo mundo. Ela teria os meus pais, mas não teria a mãe nem o pai.
Aquela era a verdade mais sombria que eu carregava dentro de mim. Durante muito tempo, a única razão para abrir os olhos pela manhã era a pequena respiração de Sofia ao meu lado.