Acordei num quarto escuro, o ar gelado cheirando a mofo e poeira, como o armário velho da escola onde guardam as vassouras. Minha cabeça doía, como se eu tivesse batido num brinquedo, e meu coração batia rápido, como quando corro até o fim do parquinho. Estava deitado num colchão fino jogado no chão, a pedra fria sob ele congelando minhas costas através do tecido áspero. O cobertor cinza, todo arranhado, pinicava meus braços, e o cheiro de lã molhada me fez franzir o nariz. Uma janelinha alta,