MILENA CHRISTIAN
Sentada num café escondido numa rua movimentada do centro, o cheiro de pão fresco e café torrado parecia querer acolher-me, mas a tensão entre mim e Edward Portman era quase física. Enquanto eu devorava o meu segundo croissant com uma fome vergonhosa, ele mantinha os olhos colados ao celular, impassível, aquilo incomodava-me.
Ele nem sequer havia pedido um café. Seria ansiedade? Ou simplesmente uma demonstração teatral de superioridade emocional?
A verdade é que a minha fome não