Luna
Tinha acabado de sentar de novo no sofá quando o vi vindo. Diabo. Passo firme, a cara fechada, sem a loira, sem ninguém atrás. Apenas ele. Veio direto até mim. As pessoas no camarote até deram espaço, abriram caminho como se soubessem que algo ia acontecer.
Ele parou bem na minha frente.
— Levanta — disse ele.
— Vai mandar em quem, doido? — respondi.
Ele nem respondeu. Me puxou pelo braço, sem força para machucar, mas com firmeza suficiente para ninguém se meter. Eu fui. Fui porque quis.