Luna
Ele ainda estava encostado na parede, o peito subindo e descendo num ritmo pesado, o olhar pregado em mim como se eu fosse a própria perdição dele. Gotas de suor escorriam pelo abdômen definido, e a corrente de prata balançava levemente a cada respiração. Mas eu não estava satisfeita. Não ainda.
Subi de novo na bancada com calma, no meu tempo, sentindo o mármore frio contra a pele ardente das minhas coxas. Abri as pernas bem devagar, num movimento estudado, ensaiado em mil noites de solidã