Cristina, sinto saudades de você...
Com cuidado, virei-me na cama, mas ao olhar para o outro lado, percebi que Carlos não estava lá. Um misto de preocupação e curiosidade tomou conta de mim. Respirei fundo, ignorei a dor que insistia em pulsar no meu ombro, e me levantei devagar. No canto do quarto, uma pequena mesa de mogno abrigava algumas garrafas de uísque e copos de cristal. Caminhei até lá, peguei um copo e servi uma dose. Abrindo o frigobar, coloquei dois cubos de gelo, cujo tilintar quebrou o silêncio opressor do ambiente