GABRIEL
Faz três horas que estou sentado nesta sala, olhos fixos no monitor, revendo cada segundo das gravações da boate Orfeu do dia que eu a vi pela primeira vez. E nada. Absolutamente nada.
— Aaaaaah, porraaa! — O copo de uísque vazio voa da minha mão e se espatifa contra a parede.
A porta se escancara com o estrondo, e Enrico entra apavorado.
— Que diabos foi isso, cara?
— NADA, ENRICO! — Esfrego o rosto, tentando me acalmar, mas a frustração queima dentro de mim. — E esse é o problema! Não