Beatriz
Há nomes que não se pronunciam em voz alta.
Não por superstição, nem por medo infantil, mas porque dizer um nome é admitir que ele ainda tem peso, que ainda ocupa espaço, que ainda dói. O dele sempre foi assim para mim. Um som curto demais para o estrago que deixou, uma ausência grande demais para caber nas versões oficiais.
Aprendi cedo que a memória é um território disputado. Quem conta a história primeiro quase sempre vence. Quem controla o tom decide se aquilo foi tragédia, erro ou