Luna
Acordei com o cheiro de café pela casa toda.
Não vinha do corredor do apartamento, nem do automatismo da cidade. Vinha da cozinha da casa dos meus pais, atravessando o quintal aberto, misturado ao som distante de galinhas, vento leve nas árvores e o latido preguiçoso do Thor anunciando que alguém tinha se mexido antes dele.
Abri os olhos devagar.
Marco ainda dormia ao meu lado.
De lado, um braço jogado por cima da cabeça, o lençol descendo até a cintura, o peito subindo e descendo com uma