Daniel
Eu paro. Literalmente paro tudo.
Ficar andando em círculos, repetindo as mesmas perguntas, batendo nas mesmas portas, não vai trazer resultado nenhum. Se até agora não funcionou, insistir é burrice. E eu não posso me dar esse luxo. Não agora.
Pamela não sumiu sozinha. Isso eu já entendi. Ela pode ter cometido erros, muitos, mas jamais deixaria os filhos sem proteção. Jamais. Isso é o que não fecha nessa história. E quando algo não fecha, é porque tem alguém segurando a tampa com força.
Eu passo a mão no rosto, sentindo o peso da madrugada que não dormi. Café não resolve mais. Pensar, sim. Pensar direito.
Minha estratégia até aqui foi óbvia demais. Delegacia, registros, contatos antigos, gente que já conhecia a Pamela. Tudo isso é raso. Quem esconde criança não deixa rastro fácil. Não é impulso. É plano.
E plano pede pressa.
Os filhos dela são o centro disso tudo. Quem controla eles, controla o jogo. E eu preciso chegar neles antes que alguém decida mudar as regras.
Respiro fun