O meu jogo começou...

Daniel

Eu fiquei parado no meio do corredor depois que a Valentina saiu.

O prédio voltou a respirar, as pessoas fingiram que nada tinha acontecido, mas dentro de mim tudo estava um caos bem organizado. Engraçado como dá pra sentir duas coisas ao mesmo tempo. Um nó no peito… e uma satisfação silenciosa.

A Pamela foi a primeira a se aproximar.

— Daniel… você tá bem? — ela perguntou, com a voz baixa, cuidadosa, como se eu fosse quebrar.

Eu levantei os olhos devagar. Não precisei forçar muita coisa. A dor era real. Só não era inteira.

— Não — respondi. — Mas eu vou ficar.

Ela tocou meu braço. Um gesto simples. Quase automático. Gesto de irmã. De família. De culpa.

— Eu sinto muito pelo que aconteceu — ela disse. — A Valentina ainda tá muito machucada. Isso tudo caiu como uma bomba pra ela.

Eu balancei a cabeça, como quem entende. Como quem perdoa.

— Eu sei — falei. — Não culpo ela. Se eu estivesse no lugar dela… talvez reagisse pior.

Isso funcionou. Vi no rosto da Pamela. Ela relaxou um p
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