Eu sabia. Lá no fundo, eu sabia. Mesmo assim, quando a moça da clínica colocou o envelope sobre a mesa, minhas mãos começaram a tremer como se eu não estivesse preparada pra aquilo.
O Caleb percebeu na hora. Ele não disse nada. Só segurou minha mão com força, daquele jeito firme que me ancora quando tudo ameaça sair do lugar.
— Pode abrir — ele disse baixo. — Eu tô aqui.
Respirei fundo. Uma vez. Duas. Três. Abri.
Não precisei ler tudo. Bastou a frase destacada, fria, objetiva, sem emoção nenhum