Mundo ficciónIniciar sesión༺ Dafne Aslan ༻
Enquanto caminhava rápido posso sentir a terra bater sob os meus pés parecia afundar a cada passo desesperado deixa esse lugar. Abandonei o campo aberto e comecei a correr margeando a mata densa, usando a escuridão das árvores nativas como um escudo contra os olhos que certamente já me procuravam. O mormaço da noite colava os cabelos na minha testa e o ar entrava rasgando os meus pulmões, mas a perspectiva da liberdade era a única coisa que me mantinha avançando. Eu precisava chegar à rodovia principal. Sabia que o asfalto era a minha única linha de vida, o portal para uma cidade moderna e distante onde o sobrenome Aslan não passaria de um eco insignificante. De repente, sinto a terra tremer de leve sob os meus sapatos. No início, pensei que fosse o meu próprio coração martelando contra as costelas, então o som se materializou: o galope violento e ritmado de cascos contra o solo seco. — Continuem procurando. Ela deve está aqui próximo… — Era meu pai ordenando para seus os homens. Uma onda de pânico paralisou o meu sangue por um milésimo de segundo. O som vinha da direção dos campos que eu acabara de cruzar. Ele já tinha dado por minha falta. As lágrimas, que eu havia segurado com tanta força no escritório, finalmente transbordaram, borrando a minha visão enquanto eu corria ainda mais rápido, arranhando os braços nos galhos baixos da vegetação da mata. Eu não vou parar. Não posso. Se ele me pegar ali, no meio do nada, vai me arrastar pelos cabelos de volta para casa e me casar a força como o senhor Vicente. Deus me livre está condenada a viver ao lado de um homem que já fiquei sabendo que já histórias que ele matou a própria esposa. A vegetação começou a rastejar e, de repente, o cheiro de mato foi substituído pelo odor forte de piche e asfalto. Vejo a rodovia principal estava bem ali na minha frente, uma faixa escura e deserta cortando a imensidão da noite. Meu deus consegui só preciso colocar mais uma distância e meu pai não vai colocar as mãos para mim. Dominada pelo puro desespero de ouvir os cavalos cada vez mais perto, eu não olhei para os lados. Não parei para respirar. Simplesmente me joguei, atravessando para o outro lado da pista em um rastro depressa cega. Com único pensamento só preciso chegar ao outro lado e depois encontrar uma carona. Tudo aconteceu em uma fração de segundo. Um feixe de luz branca e violenta cegou os meus olhos. Ouço o barulho ensurdecedor de uma buzina rasgou o silêncio da noite, seguido pelo guincho estridente de pneus fritando contra o asfalto. Tentei parar, mas o meu corpo já estava no meio da trajetória. O impacto da lateral do para-choque contra o meu corpo foi inevitável. Senti um baque doloroso e, de repente, tudo ao meu redor perdeu a gravidade. Sou jogada para o lado, rolando pelo asfalto duro até parar no acostamento. A minha mochila voou para longe. Tudo girou em um turbilhão de dor e confusão. Droga isso não pode está acontecendo comigo. Minha cabeça latejava violentamente, e o gosto de ferro do sangue preencheu a minha boca. Não acredito que vou morrer justo quando finalmente tive coragem de enfrentar meu pai para viver a minha vida. O destino tem um jeito injusto de moldar nosso destino. Agora o meu era talvez falecer esta noite. Ainda deitada de lado, com meu corpo tremendo e incapaz de me mover, tentei focar os olhos. Através da névoa que se fazia na minha visão que estava turva, mas mesmo embaçada vejo faróis altos talvez de um carro preto de luxo, imponente e reluzente sob a lua. Logo atrás dele, com pneus cantando ouço outra freada abrupta. Mais dois carros pretos de grande porte estacionaram, formando uma barreira protetora na rodovia. Estou tentando focar para vê que é. A porta do primeiro carro se abriu com força. Uma silhueta alta, vestindo um terno sob medida impecável, desceu do veículo. O homem exalava uma aura de poder absoluto e riqueza. Ele deu passos rápidos na minha direção, seu semblante tenso, e se ajoelhou ao meu lado no asfalto. — Ei! Você consegue me ouvir? — a voz dele era profunda, firme, mas carregada de uma urgência controlada. — Fique calma, não se mexa. Tentei responder, mas somente um gemido fraco saiu da minha garganta. Antes que o homem de terno tocasse no meu ombro, as portas dos outros dois carros se abriram quase ao mesmo tempo, e passos apressados bateram contra o chão. A partir dali, o meu redor virou um borrão de vozes masculinas, potentes e dominantes, iniciando uma discussão. Nem fazia ideia de quem eram, mas o magnetismo e a semelhança na imponência deles denunciavam que não eram homens comuns. — Mas que inferno foi esse, Alejandro? — uma voz áspera, mais esquentada e perigosa, cortou o ar. Minha cabeça ainda dói muito mais minha visão limpa um pouco e vejo um homem alto, com reflexos ruivos visíveis sob os faróis seus olhos verdes faiscantes de adrenalina, aproximou-se pisando duro. — Você ficou louco? Atropelou uma garota no meio do nada! — Cale a boca, Santiago! Eu não tive culpa! — O homem de terno que me socorria, rebateu sem desviar os olhos de mim, mantendo uma frieza cortante apesar do estresse. — Ela saiu da mata correndo como uma condenada e se jogou na frente do carro. Se eu não tivesse o reflexo de puxar o volante e pisar no freio até o fundo, ela estaria morta agora. — Saiam da frente, andem! Deixem-me ver o estado dela! — Uma terceira voz, autoritária e precisa, se impôs. Observo um homem de olhos azuis intensos e postura cirúrgica empurrou os outros com firmeza, ajoelhando-se do meu outro lado. Suas mãos, frias e experientes, tocaram o meu pescoço para checar o meu pulso. — O pulso está acelerado, ela está em estado de choque. Alejandro, você quase causou uma hemorragia interna na garota! — Eu já disse que ela atravessou sem olhar Mateo! — O tal do Alejandro rosnou, os dentes trincados, claramente irritado por ter sua precisão questionada pelos irmãos. — Controlo este carro perfeitamente. Foi o impacto da lateral que a jogou, não um atropelamento frontal. — Não importa de quem é a culpa, ela é linda demais para morrer no asfalto — uma quarta voz, arrogante e arrastada, manifestou-se. Era um homem de porte atlético invejável e olhos cor de mel aproximou-se, cruzando os braços enquanto me avaliava de cima a baixo com uma intensidade possessiva que me causou um arrepio mesmo no meio da dor. Ele parecia achar aquela situação quase fascinante. — Olha o tamanho dessa mochila gasta. Ela estava fugindo de algo. E pelo barulho que ouvi na mata antes do freio… ela não estava sozinha. — Diego tem razão. Há cavalos se aproximando pela trilha da fazenda — a quinta voz, mais silenciosa, por fim falou. Outro homem de cabelos castanhos e olhos verdes-cinzentos misteriosos, deu um passo à frente, olhando para a escuridão da mata e depois voltando aqueles olhos enigmáticos para mim. Houve um brilho protetor instantâneo na forma como ele me encarou. — Quem quer que esteja atrás dela, não vai levá-la. Ela invadiu o nosso caminho. Agora, ela é nossa responsabilidade. — Ela vai para o meu hospital agora — determinou Mateo, suas palavras clínicas não aceitando contestações enquanto ele começava a me erguer com cuidado. — Não, para o hospital não — Alejandro interveio, levantando-se e assumindo a postura de líder controlador. — Se há pessoas atrás dela e ela se jogou na frente do meu carro, há um motivo. Vamos levá-la para a nossa propriedade. Mateo cuida dela lá. Ninguém mexe no que cai no território dos De la Vega. — Ótimo. Se os donos daqueles cavalos aparecerem querendo confusão, eu mesmo resolvo — Santiago, o ruivo, sorriu de lado, uma expressão sombria e violenta cruzando seu rosto enquanto sua mão repousava casualmente perto do coldre oculto sob a jaqueta. Minha visão começou a falhar drasticamente. As luzes dos faróis dos três carros de luxo viraram borrões difusos, misturando-se com as silhuetas daqueles cinco homens gigantescos que me cercavam como predadores que acabavam de encontrar uma presa preciosa. Eu não entendia o que estava acontecendo, não sabia quem eram os De la Vega, mas a última imagem que se gravou na minha mente foi o olhar frio e territorial do homem de terno, Alejandro, fixo em mim, como se decidisse ali mesmo que eu nunca mais daria um passo sem a sua permissão. Os sons da discussão deles foram se tornando distantes, como se eu estivesse afundando na água. O cansaço físico, o impacto do acidente e o esgotamento mental finalmente cobraram o preço. Minhas pálpebras pesaram e, antes que eu pudesse ouvir a decisão final dos cinco irmãos, a minha visão ficou completamente preta, e eu apaguei nos braços do desconhecido.






