Rosário
O silêncio dentro do carro era quase sufocante, quebrado apenas pelo ronco abafado do motor e pelo som da chuva fina que começava a bater contra o para-brisa. O motorista não abriu a boca nenhuma vez, mantendo os olhos fixos na estrada escura. Eu agradeci mentalmente por isso. Sob o capuz do sobretudo, usei o tempo para controlar a minha respiração e desacelerar o coração, que ainda batia contra as minhas costelas como um tambor.
Cada movimento que eu fazia no banco de trás me lembrav