O pastel foi uma péssima ideia por vários motivos, mas o principal era que me deixou feliz.
Feliz de um jeito besta, barato, perigoso. Não felicidade de propaganda, nem aquela coisa dramática de mulher resgatada por bilionário. Era só eu vendo Rafael Montenegro limpar caldo de cana da própria mão com um guardanapo fino demais para aquele balcão de plástico, enquanto tentava fingir que não tinha queimado a língua no recheio. Uma cena inútil, sem importância para o conselho, sem valor jurídico, s