Mundo ficciónIniciar sesiónPassei o resto da manhã com a lista de nomes dobrada dentro da bolsa, como se Amália tivesse me entregado um documento secreto. Não era. Era só papel comum, escrito à mão, com nomes de gente que eu já tinha cruzado sem enxergar direito: Júlia, Marta, Paulo, Rosa, Damião, Neide. Pessoas que faziam a mansão parecer limpa, silenciosa e natural, como se riqueza fosse um fenômeno climático e não um esforço diário de muita gente.
Quando subi, Rafael caminhava ao meu lado com a minha bolsa






