Eu não sei quem se aproximou primeiro. Só sei que, dessa vez, não havia fotógrafo, Helena, Isadora, conselho nem plateia. Só Rafael. E eu quase deixando acontecer. Quase.
A palavra maldita ainda tentou me salvar. Apareceu na minha cabeça como um aviso, uma placa piscando, um alarme barato de loja de bairro: quase é seguro, quase não compromete, quase dá para negar depois.
Só que a mão de Rafael estava no meu rosto. O polegar dele tocava minha pele com um cuidado irritante, como se eu fosse algu