“Eu conheço essa mulher.” Li a frase uma vez.
Depois li de novo, como se na segunda ela fosse virar outra coisa. Não virou. Continuou ali, no meio dos comentários, pequena, ordinária e perigosa. Abaixo da foto em que eu aparecia beijando o canto da boca de Rafael como se fosse esposa de verdade. Meu sangue gelou.
— Lia? — Rafael chamou.
Não respondi. Rolei a tela com o dedo, já arrependida, já incapaz de parar. Era igual coçar picada de mosquito: a pessoa sabe que piora, mas continua porque o c