Rafael passou os primeiros minutos da manhã acendendo e apagando o abajur. Acordei com o clique repetido do interruptor e encontrei-o sentado na beirada da cama, com o rosto voltado para a luminária e os olhos abertos. Ele esperava alguns segundos entre uma tentativa e outra, como se o intervalo pudesse impedir que a memória do movimento produzisse uma resposta falsa. Não me chamou nem perguntou se a luz realmente estava acesa. Tentava descobrir sozinho, antes que minha presença transformasse c