Kamila
Com as mãos ainda trêmulas, preparei um sanduíche simples de queijo com mortadela defumada, mastigando devagar, me forçando a encher o estômago. Preparei um copo de suco de laranja para ajudar o sanduíche a descer mais fácil.
No meio da terceira mordida, o telefone fixo da sala tocou. Hesitei, mas atendi. Era minha mãe.
— Oi, minha filha! Como você está? — a voz dela era vibrante, cheia de vida, um contraste doloroso com o meu estado. — O dia aqui na fazenda está sendo maravilhoso! A