Era difícil acreditar que Gonçalo estivesse ali diante dela, reconhecendo que errou, ele que sempre foi um homem que gostava de impor as suas vontades por se achar o dono da razão. Talvez a idade tenha o tornado mais humano, Paulina pensa o observando tão a vontade sentado em um banco da praça, mesmo vestindo social, como costumava andar.
— Que bom que você reconhece isso.
— Paulina... — Gonçalo parecia querer dizer mais alguma coisa, mas parecia buscar palavras.
— Fala, eu estou ouvindo