No galpão escuro e frio, Luz acabou adormecendo apesar das cordas que cortavam a pele dos pulsos e dos tornozelos. O corpo, exausto de tensão e medo, rendeu-se ao sono pesado, daqueles que vêm como defesa. Ela sonhou com fragmentos: a risada de Sierra na faculdade, o abraço apertado de Ayla, o olhar protetor de Caio, o carinho nos cabelos quando estava com a cabeça no colo do pai. Tudo distante, como se pertencesse a outra vida.
Acordou com um toque gelado na perna. Uma mão áspera, pesada, subi