Eu estava cortando cebola quando bateram na porta da minha casa naquela noite.
Não foi uma batida normal.
Não foram três toques educados, acompanhados de paciência e civilidade.
Foi uma sequência caótica. Irregular. Ansiosa.
Quase acusatória.
— Noah! — gritei da cozinha, ainda com a faca na mão. — Atende!
— Não sou porteiro! — veio a resposta, indignada.
— Mas é fofoqueiro!
Silêncio.
Meio segundo.
Passos correndo.
Porta abrindo.
E então...
— TESSA!
Eu fechei os olhos.
Aquilo nunca