Nate estava no sofá como se tivesse sido abandonado ali por um sistema operacional cansado. Braço caído, perna torta, aquela expressão meio viva, meio desligada, como se o corpo tivesse atualizado, mas o usuário ainda estivesse rodando versão antiga.
Eu parei na entrada da sala.
Observei.
— Isso não é normal — eu disse.
Ele não respondeu.
Claro que não respondeu.
Eu caminhei até a cozinha, peguei uma fruta e voltei como se aquilo fosse uma intervenção médica não autorizada.
— Nate — chame