Mundo de ficçãoIniciar sessãoLucy
Ele não me levou pra uma área restrita do bar, ele parecia confiante e seguro do caminho que estava fazendo então não questionei nada, depois de um corredor, chegamos a uma escada.
O som da música ficou mais distante a cada degrau, virando um eco abafado, como se o mundo lá embaixo tivesse sido colocado no mudo só pra gente ficar em paz.
— Onde estamos indo? — perguntei, tentando parecer tranquila enquanto meu coração ainda desconfiava de suas intenções.
— Um lugar onde não tem multidões, e você vai poder respirar tranquila. -- ele respondeu, sem soltar minha mão. — É bem legal, você vai gostar.
A porta no topo da escada dava direto num corredor curto e elegante demais pra ser só parte do bar. Luz baixa, cheiro de madeira e castanhas, tão silencioso que parecia que não estávamos em cima do bar.Ele se aproximou da maçaneta e digitou a senha, a porta destrancou, e então ele me deu passagem. A essa altura a curiosidade estava me matando para saber como era o lugar atrás da porta.
É até difícil explicar como o apartamento era lindo. Tudo gritava caro, importado, elegante.
Janelas enormes, sofá de couro marrom, tudo limpo, cheiroso, organizado demais. Parecia cenário de revista de design de móveis Não tinha cara de casa que alguém vive. Parecia mais um retrato do apartamento dos sonhos de qualquer empresário rico.
—UAU!! Que lugar absurdo!-Falei sem pensar.
— É de um amigo — ele explicou, percebendo meu olhar curioso. — Ele é o dono desse bar e de outros empreendimentos, Ele tem outra casa na cidade mas decidiu reformar esse apartamento para dias que ele quisesse “outros ares”
— Seu amigo tem bom gosto. — murmurei.
— Eu sei — ele sorriu, fechando a porta atrás de nós. — Sabia que você ia gostar, aqui em cima é bem calmo.
O silêncio que se instalou não era estranho. Era tranquilo, confortável.
—Vem, senta um pouco no sofá, quer um pouco de água?-Ele perguntou indo em direção a cozinha eu imaginava.
Eu sentei no sofá e tirei os sapatos sem pensar. —Tem algo mais forte?
—Acho que tem vinho tinto aqui, não é das melhores safras mas acho que serve!-Ele respondeu. E ao fundo escutei alguns barulhos de vidro e um estalo forte da rolha sendo tirada. Ele voltou com a garrafa aberta e as duas taças.
Ele sentou do meu lado sem medo, bem próximo como se já nos conhecemos há anos. Ele me entregou uma das taças e serviu o vinho. —Um brinde!--Ele disse exibindo o seu sorriso carismático.
—É o que vamos brindar?-Perguntei apoiando a taça nos lábios esperando a sua resposta.
Ele se aproximou o suficiente para que a minha taça fosse a única coisa separando os nossos rostos.
—A nós!-Ele respondeu com uma voz sedutora, que arrepiou todo o meu pescoço. Ele bateu a taça de leve na minha e tomou o vinho. Eu virei a taça na garganta e tomei tudo em um gole só e coloquei a taça na mesa de centro que estava na frente do sofá. Ele me olhou meio surpreso e impressionado. E colocou a taça dele ao lado da minha. —Mas vinho?--Ele perguntou. Mas o seu olhar dizia outra coisa. Ele estava me provocando, cada detalhe dele mandava eletricidade para todo o meu corpo.
E eu não estava mais aguentando me conter.
—Tenho uma ideia melhor! –Respondi puxando ele pela gola pra beija–lo.
Ele correspondeu com tanta intensidade que senti minhas pernas ficando mais fracas. Enquanto me perdia naquele beijo eu senti as mãos dele descendo até a minha cintura. Desenhando cada detalhe meu, tentando procurar alguma forma de tirar meu vestido o mais rápido possível.
Eu ri da tentativa dele e interrompi o beijo. —Esse vestido não tem zíper. Disse tranquila e dei dois tapinhas no sofá. —Deita aqui, você não vai se arrepender!
O olhar dele escureceu de um jeito lento, perigoso.
Ele se recostou mais profundamente no sofá, os olhos fixos em mim com uma intensidade que quase me fazia derreter de vontade, e eu não perdi tempo.
Subi em cima do seu quadril, sentindo a firmeza do corpo dele sob mim, e o volume embaixo de mim cresceu ainda mais, uma resposta física e direta que eu podia sentir vibrando através da fina roupa que nos separava.
Eu estava pegando fogo, uma onda de calor percorrendo minha pele, tornando cada nervo alerta, cada respiração mais pesada e ansiosa.
O ambiente ao redor parecia desaparecer, restando apenas o som da nossa respiração e o toque das nossas mãos.
Com um movimento deliberado, cruzei os braços na barra do vestido, puxando-o pra cima em um gesto lento e provocante, sentindo o tecido deslizar pela pele até sair da minha cabeça e cair sem cerimônia no chão.
Ele instintivamente me segurou pelo quadril, os dedos firmes, quase possessivos, e eu sorri, sentindo o poder dessa dinâmica, o controle que tínhamos um sobre o outro.
— Sua vez. — Falei com um sorriso, minha voz rouca de desejo, se espalhando no espaço silencioso da sala, um desafio que ele não precisou ouvir duas vezes.
E em poucos segundos, as roupas dele estavam no chão, se misturando ao meu vestido, num caos de tecidos abandonados Não tinha mais volta, meu corpo estava sendo guiado pelo desejo.
A pele dele encontrou a minha, o contato elétrico e imediato, despertou em mim sensações que estavam adormecidas a muito tempo.
Tempo demais eu diria.







