Lucy
A manhã seguinte tinha aquele gosto de ressaca emocional que só uma madrugada de discussões e desejos reprimidos consegue deixar. Eu estava na cozinha, sentada à mesa de mármore frio, segurando a minha caneca de café como se fosse um escudo. O Alfredo estava ali perto, no seu canto habitual, bebericando o seu chá matinal e lendo o jornal com aquela calma que parecia um superpoder.
— Dormiu bem, Francine? — ele perguntou, sem tirar os olhos das notícias. — Ouvi um barulho de porta batendo