A chuva caía sobre a capital como um castigo divino, lavando a sujeira das ruas, mas não conseguia esfriar o inferno que queimava dentro do meu peito.
Escalei o muro de pedra da mansão da Vieira Souto ignorando o fogo absoluto que irradiava das minhas costelas recém-costuradas. O sangue quente e fresco já começava a umedecer as ataduras toscas por baixo da minha jaqueta de couro roubada, mas a dor física era um detalhe irrelevante. O meu cérebro estava operando numa frequência de puro instinto