A água entrou pelo rodapé às duas da manhã.
Eu ainda estava acordada, claro que estava, porque dormir depois do que havia acontecido na sala exigiria uma capacidade de desligamento que eu claramente não possuía. Fiquei deitada na cama ouvindo a chuva bater no telhado com uma intensidade que havia aumentado ao longo das horas, não a chuva de antes do jantar, pesada mas previsível, mas alguma coisa mais séria, o tipo de temporal que não tem horário para acabar e não pede licença para nada.
Senti