A segunda-feira chegou muito cedo. Haidar saiu de casa apressadamente, sem sequer parar para tomar café da manhã. Ele sabia que Brenda não queria vê-lo, e ele também não desejava incomodá-la mais do que já havia feito. Sua presença era como uma ferida aberta para ambos. Assim, sem mais delongas, ele partiu diretamente para o trabalho.
Quando chegou ao escritório, seu mau humor era evidente. Ele caminhava tenso, com os olhos fixos no chão, como se o peso de sua situação com Brenda o estivesse afundando em um abismo do qual não podia escapar. De repente, o trabalho, que costumava ser seu refúgio, tinha se tornado um fardo incômodo. Algo que ele tinha que suportar a contragosto.
Aurora notou isso imediatamente. Assim que o viu cruzar a porta, soube que seria um dia horrível. Quando Haidar estava de mau humor, toda a equipe sofria. Era como se o chefe se transformasse em um ogro, e aquela segunda-feira não seria exceção.
— Senhor, o senhor tem três reuniões marcadas para a tarde e, daqui