Eu estava na floresta. A lua cheia iluminava tudo com uma luz pálida, quase irreal, fazendo as sombras das árvores se alongarem pelo chão como se estivessem vivas. O vento leve carregava o cheiro úmido da terra e o sussurro das folhas, mas, ainda assim, havia algo errado. O silêncio não era natural. Era denso. Pesado. Como se o próprio ambiente estivesse esperando por algo.
Então eu ouvi. Um rosnado. Baixo. Grave. Próximo demais. Meu corpo inteiro ficou rígido. O som vibrou no ar, seguido por