Naquele dia fiquei em casa.
Não tinha forças para nada mais.
Mal consegui comer alguma coisa — umas colheradas sem sabor, só para o corpo não apagar de vez. Dormi aos trancos, com um sono inquieto, cheio de imagens confusas. Quando acordei, o resfriado já tinha cedido um pouco. O corpo estava melhor, mas a mente continuava em pedaços. Mesmo assim, respirei com alívio. Pelo menos não estava doente. Pelo menos isso eu podia controlar.
Achava eu.
***
Na manhã seguinte, o telefone tocou cedo. C