Capítulo 17

Lucretia estava naquele estado em que não está profundamente adormecida, mas também não está acordada. Os olhos dela ardiam.

Ela sentiu movimento ao redor, no entanto, as pálpebras pesadas não a deixavam abrir os olhos. Ela sentiu algo quente por trás e um cheiro incrivelmente gostoso de terra molhada, ao mesmo tempo que um dia ensolarado e fresco. A quentura a envolveu por trás e ela sorriu de leve, aconchegando-se e fazendo-se confortável.

Ela podia jurar que ouviu um rosnado baixo, mas não havia perigo.

Algo úmido tocou o pescoço dela, na lateral. Novamente, agora seguido de um caminho molhado e traçado, indo na direção do ombro de Lucretia. Ela soltou um gemido conforme um arrepio lhe percorria o corpo.

— Lucretia… — ela ouviu uma voz grave sussurrar no ouvido dela. — Você é muito gostosa.

— Hmmm… — Lucretia se remexeu, empinando o bumbum e sentiu algo duro contra ele.

— Meu nome. Qual meu nome? — a voz perguntou e Lucretia mordeu os lábios. Algo tocou um dos seios dela e o
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Marcia Mattos de Almeidaa Lucretia não conseguiu resistir
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