Damian Blackwell nunca errava por impulso.
Essa era a narrativa que o conselho repetia, que os concorrentes temiam e que os funcionários acreditavam quase como um dogma. Damian era precisão, cálculo, frieza. Um homem que jamais movia uma peça sem saber exatamente qual reação aquilo provocaria no tabuleiro.
Mas naquela noite, sozinho em seu escritório, ele tomou uma decisão que, aos olhos de qualquer outro executivo, pareceria um erro imperdoável.
E ele sabia disso.
A cidade se estendia sob seus