CLAIRE
O dia seguinte começou com uma tranquilidade ilusória. As primeiras luzes do sol atravessavam as cortinas do nosso quarto, dançando nas paredes em tons suaves. Gabriel já estava acordado, como sempre, cheio de energia e entusiasmo que pareciam intermináveis. Eu ainda estava na cama, tentando me preparar mentalmente para o que estava por vir. Lucas, no entanto, permanecia no quarto ao lado, quieto, como uma sombra de si mesmo.
Desde o acidente, a vida havia se transformado em uma série de