Mundo de ficçãoIniciar sessãoEm agosto de 2019, as florestas brasileiras sofreram com o que ficou conhecido como "O dia D", ou "Dia do fogo" que foi a reunião de terroristas para que incêndios fossem provocados em diversos pontos do território brasileiro. Nesta história uma entidade que faz parte do mito da criação dos indígenas da etnia Dessana, luta junto de suas filhas para impedir que essa tragédia aconteça. Ao mesmo tempo em que os planos dessa Deusa poderosa são levados a cabo, na intenção de salvar as florestas, Manuela, uma de suas guardiãs, investiga ataques a animais e seres humanos, com a ajuda de uma doutoranda, mulher transexual, um médico, seu amor da infância, e a delegada da cidade. Além do trabalho nas buscas de respostas, Manuela precisa decidir se seguirá seu coração ficando com seu amor da infância, ou se manterá a relação com seu atual namorado.
Ler maisNo princípio não havia nada, somente escuridão e silêncio.
Yebá Bëló, A mulher se fez a si mesma utilizando seis coisas invisíveis: bancos; suportes de panela; cuias de ipadu; pés de maniva e cigarros.
A única luz ficava em sua morada de quartzo, o resto era escuridão.
Mascava ipadu e fumava cigarro, pensando em como deveria criar o mundo. Uma esfera saiu de seus pensamentos, se transformando em uma torre. A esfera absorveu a escuridão, se tornou parte dela.
Sua segunda criação foram os trovões imortais, que ganharam lugares em toda extensão da torre, as moradas dos trovões passaram a receber também a luz. E na extremidade da grande torre, um imenso morcego também fez sua morada, depois de ser criado por Ela.
Yebá Bëló passou as funções de cada trovão, para que fizessem o mundo, criando luz, rios e a humanidade. Depois, criou um ser invisível, Ëmëko Sulãn Palãmin, dando a ordem para que fizesse camadas no universo. O ser criou o Sol e foi visitar os trovões, para que juntos criassem a humanidade. As primeiras pessoas criadas foram duas mulheres muito bonitas, as primeiras filhas humanas da Senhora.
Yebá Bëló tirou sementes de tabaco de seu seio esquerdo, as adubando com o leite de seu seio direito, criando assim a terra fértil.
A Senhora estava sentada tranquilamente em sua morada de Quartzo, fumando um cigarro e contemplando o horizonte do mundo antigo feito por ela. Sorriu em um cumprimento ao homem bonito de cabelos longos platinados, e olhos vermelhos que se aproximava. Ele vestia uma espécie de saia, sem camisa. Sentou diante dela com um olhar de lado.-Resolvemos?-Você sabe que não completamente, mas por enquanto, é tudo que podemos fazer.-Eu já disse que posso visitar ele, quando olhar em meus olhos tudo se resolverá. - Sorriu, quem olhasse em seus olhos seria tomado pela loucura, e morte.-Não é sua função derrubar este inimigo, existem atores que devem fazer isso, você sabe, é preciso pensar bem em quem
Hellen terminou seu doutorado e marcou a cirurgia, Antony insistiu para que ela reconsiderasse, que não faria diferença, e poderia ser arriscado para sua saúde. Mas ela havia “milagrosamente” se curado de seu problema imunológico, ele compreendeu que era um sonho dela, depois de um tempo. Faria qualquer coisa por ela, sabia que ela era o amor de sua vida, e mesmo com medo, a apoiaria no que fosse importante para ela.Manuela combinou que estaria presente para cuidar de Hellen no pós-operatório, e que estaria no hospital durante a cirurgia, não importava o tamanho que sua barriga estivesse, ela estaria lá.A cirurgia de Hellen demorou mais seis meses para ser marcada, quando Manuela estava entrando no oitavo mês recebeu a ligação, Hellen seria operada no dia seguinte. Manu n&
Maria se desculpou, menos de uma semana após as mortes. Houveram mais casos de violência na cidade naquele dia, aparentemente todos participaram de um churrasco para combinar o tal dia do fogo, beberam bastante, e havia uma substância estranha na casa onde ocorreu o tal churrasco, que causava alucinações em pequenas quantidades, e apagava em grandes. Coincidentemente, a mesma substância que fora encontrada nos corpos das vítimas. O homem - dono da propriedade onde ocorreu o churrasco, e a substância foi encontrada - , estava entre as vítimas em frente a casa de Uyara.Ninguém foi preso, o caso se encerrou com uma explicação plausível, o povo era cheio de crendices, e talvez a culpa os tenha feito enxergar as onças que seriam queimadas, ou perderiam seu lar, no tal dia D. Tiros na cabeça e no peito derrubaram não somente os jagunços que estavam aguardando a incursão na mata, mas também mais da metade dos fazendeiros da cidade, que se juntaram, por alguma razão, aos seus empregados na vigília.Os policiais da cidade foram localizados no meio da confusão, quando viram a delegada correram para ela, ainda com os rostos brancos e as mãos trêmulas.-Doutora! Uma desgraça, obra do diabo ou sei lá o que! – Um dos policiais falava com a voz falhada, gaguejando.-Do que você está falando? – Maria o encarou séria. – Se acalme, se recomponha e me explique o que afinal aconteceu aqui!-Eles estavam todos aqui doutora, em paz ePARTE 8: O DIA D
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