ISABELA
Chego à sala da diretoria com os passos apressados e o coração batendo na garganta. Bato à porta com uma urgência contida e, assim que recebo a permissão, entro e encaro a diretora, que me observa com o semblante tenso e preocupado.
— Diretora, eu acabei de conversar com a polícia mais uma vez e preciso que a senhora me escute com muita atenção — digo, aproximando-me da mesa e mantendo a voz firme, embora trêmula de emoção. — A senhora se lembra daquele caso de sequestro terrível que re