POV: Tainá
A doca seca parecia um lugar onde o mar tinha desistido de entrar.
O chão era largo, rachado, manchado de óleo antigo e poças escuras que refletiam luzes amarelas de postes enferrujados. O caminhão de flores falsas passou pelo portão lateral sem ser revistado. A placa anotada por Marisa desapareceu atrás de uma fileira de contêineres, e Tainá sentiu o corpo inteiro reconhecer o tipo de silêncio que vinha depois.
Não era silêncio vazio.
Era silêncio de coisa escondida.
Caio parou a ca