A Prometida Que Se Entregou Ao  Estranho Grávida de Gêmeos
A Prometida Que Se Entregou Ao Estranho Grávida de Gêmeos
Por: DaysyEscritora
01

A iminente boda de Valentina e o herdeiro Edward Sutton desata a fúria de sua meia-irmã, Verônica, que tem inveja dela. Verônica manipula Valentina para que se deite com um desconhecido, Declan, drogando-a e gravando a traição. No dia do casamento, Edward expõe publicamente a infidelidade de Valentina com as provas de Verônica, humilhando-a diante da elite social. Enquanto Valentina foge, destroçada e com o corpo tremendo, é encontrada pelo mesmo homem da aventura de uma noite, Declan, que, ao socorrê-la, descobre que ela está gravemente ferida.

Suas vidas voltando a se encontrar, resultando em seus destinos entrelaçados.

Capítulo 01

Valentina abriu um sorriso que iluminou todo o lugar. Seu noivo, Edward Sutton, era a razão. Ele acabara de mencionar que todos os preparativos para o casamento já estavam em marcha, com uma perfeição que beirava o obsessivo.

— ...e pensamos em ir para a Itália, não é, linda? — informou Edward, olhando-a com uma doçura que parecia blindada contra qualquer dúvida.

Valentina assentiu. Essa felicidade, quase palpável, a fazia projetar-se em um futuro idílico.

— Sim, papai — confirmou, buscando o olhar de Arthur.

Arthur Fairchild transbordava orgulho. Finalmente sua filha se casaria!

— Estou tão orgulhoso de você, filha. Ainda me lembro de quando você era pequena, correndo de um lado para o outro — mencionou, com uma ternura que umedeceu seus olhos —. Em que momento você cresceu tanto?

Edward, sempre formal, interveio:

— Senhor Arthur, cuidarei muito bem de sua filha. Prometo que jamais a farei chorar.

Valentina se sentia amada e protegida. Os três conversavam na luxuosa sala, alheios à sombra que os observava: Verônica. Escondida, com o olhar injetado de inveja, Verônica sorvia cada palavra como veneno. Para ela, Edward era uma fantasia proibida que deveria ser sua.

Após um abraço casto e uma despedida formal, Edward partiu. Valentina aproximou-se de seu pai e o rodeou com carinho.

— Você é o melhor pai do mundo — sussurrou ela, e Arthur a abraçou como à menina de seus olhos.

Mais tarde, Valentina fechou o laptop, saiu do quarto e foi à cozinha para um lanche. Lá, deu de cara com sua irmã. Observou-a com olhar aguçado, percebendo que ela parecia irritada. Desde que eram crianças, a relação havia sido uma montanha-russa de indiferença e frieza por parte de Verônica, enquanto Valentina sempre tentara, sem sucesso, derreter aquele gelo.

— Verônica... aconteceu algo?

— A que você se refere? Não me acontece nada, Valentina — respondeu ela na defensiva.

Valentina cerrou o olhar. Apesar dos anos de rejeição, ela se negava a desistir da irmã.

— Eu te conheço. Você está com essa expressão no rosto...

Verônica suspirou e mudou o tom para um falsamente amigável, detectando a vulnerabilidade da irmã.

— Você me pegou! Só estou um pouco sobrecarregada por... bem, por quão rápido tudo está acontecendo. De repente você vai se casar e me dei conta de que estivemos tão distantes — Verônica baixou o olhar fingindo arrependimento —. Por isso, organizarei um jantar de garotas e quero que você esteja lá. Pensei que talvez você e eu pudéssemos recuperar o tempo perdido antes de você ir para a Itália.

Valentina sorriu genuinamente. Era o que ela esperava há anos. Seu desejo de ter uma irmã de verdade nublou seu julgamento.

— Eu aceito o plano. Uma noite de garotas será ideal, a verdade é que estou precisando... e acho que será bom para ambas.

Verônica sorriu satisfeita e se retirou. Valentina ficou um momento sozinha, saboreando essa pequena vitória familiar, mas algo na pressa de sua irmã lhe chamou a atenção. Aquela "reconciliação" tinha sido súbita demais.

Curiosa, Valentina caminhou até o grande janelão da sala. Viu Verônica entrar em seu carro e partir a toda velocidade. Um impulso estranho, um palpite que não soube explicar, a fez pegar as chaves de seu próprio carro e sair atrás dela, mantendo uma distância prudente.

Seu coração deu um salto quando viu que o carro de Verônica parava, precisamente, na residência de Edward. Valentina parou seu veículo a um quarteirão, observando como sua irmã entrava na casa de seu noivo.

— O que ela faz aqui a esta hora? — perguntou-se em voz alta.

Mil pensamentos obscuros cruzaram sua mente, mas Valentina sacudiu a cabeça com força. "Não, Valentina, não seja paranoica", repreendeu-se.

"Certamente estão organizando alguma surpresa para o casamento". Sua necessidade de acreditar na bondade de sua família era sua maior fraqueza.

Voltou para casa, obrigando-se a acreditar na inocência. Enquanto isso, dentro da casa, Verônica semeava a dúvida em Sutton.

— Não posso continuar guardando silêncio sobre algo que não é justo para você, Edward — soltou ela com malícia oculta —. Preciso falar com você sobre Valentina.

— O que você tem a dizer sobre minha noiva?

— Me preocupa que te façam de bobo. Sei que ela está te traindo.

Edward ficou rígido. A palavra "traição" cravou-se nele como uma adaga.

— Eu não te reconheço, Verônica. Como pode dizer algo assim da sua irmã?

— Porque me dói ver você venerá-la enquanto ela te humilha pelas costas.

Edward suspirou, tentando conter a raiva.

— Dê-me provas. Se me provar que ela me trai, eu mesmo a humilharei de uma forma que ninguém esquecerá. Mas se você estiver mentindo... vai se arrepender.

Verônica deu um sorriso triunfal.

— Você terá suas provas. E não terá que esperar muito.

Ela saiu de lá com o plano em andamento, sem saber que Valentina a tinha visto, mas confiante de que a cegueira do amor de sua irmã seria sua melhor aliada para destruí-la.

Uma vez de volta ao seu quarto, Valentina não conseguia desligar a curiosidade.

Escreveu para ela:

“Verônica, vi você sair com muita pressa, aonde foi? Está tudo bem?”

Seu celular vibrou logo com a resposta.

“Fui comprar uns detalhes para nossa noite de garotas, irmãzinha. Quero que seja perfeito! Não seja curiosa e descanse.”

Valentina leu a mensagem. Sabia que sua irmã estava mentindo; a loja de decoração ficava na direção oposta à casa de Edward. No entanto, sua mente buscou desesperadamente uma desculpa lógica para não quebrar a frágil ponte que acabavam de construir.

— Que boba eu sou — sussurrou, sorrindo para se acalmar —. Com certeza foi à casa do Edward para pedir ajuda com uma surpresa que não querem me contar.

Convencida de que a mentira era um gesto amoroso de uma irmã que finalmente tentava amá-la, Valentina deitou-se, apegando-se àquela falsa calma. Não podia imaginar que, do outro lado, Verônica guardava o telefone com uma expressão de desprezo.

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