● Aneliese Moore ●
Respiro fundo antes de tocar a campainha da residência Blake. O som metálico ecoa no silêncio da noite, e imediatamente sinto o peso da hora. Às 22h50, é improvável que alguém além do próprio senhor da casa apareça para me atender. As crianças já devem estar em seus quartos, adormecidas; os funcionários, recolhidos. O que me resta, portanto, é a figura imponente de Alexander Blake.
Toco a campainha uma segunda vez, e enquanto espero, a brisa fria típica de Seattle se infiltra