Arrumar uma casa nunca pareceu tão difícil. Não porque eu não soubesse onde cada coisa deveria ficar, mas porque aquela casa parecia grande demais para ser domada. Cada corredor escondia uma nova tarefa, cada porta aberta revelava mais trabalho. Mesmo com minha mãe, dona Sara — minha sogra — e as empregadas ajudando, a sensação era de que nunca avançávamos de verdade. Quanto mais organizávamos, mais coisas surgiam. Uma limpeza puxava outra. Um cômodo levava a dois.
A mansão precisou ser esvazia