Merda.
Minha cabeça pulsa como se mil tambores retumbassem ao mesmo tempo. Tento abrir os olhos, mas a claridade me atinge em cheio. Gemei baixo, levando a mão à testa.
Por que diabos eu fui sair ontem?
Aquela memória fragmentada e o gosto amargo da culpa começavam a tomar forma. Viro o rosto, em busca de alguma pista, e então...
Pera aí.
Franzo a testa. Este não é o meu quarto.
Os olhos se arregalam. O teto, a colcha, o cheiro tudo errado.
Sento-me de supetão, ignorando a dor latejante.
Droga.