E ele me olhava daquele jeito... aquele olhar faminto, possessivo, como se eu fosse a comida, e não o cervo no prato.
Fiquei ali, com o garfo ainda suspenso no ar, o pedaço de carne suculenta quase na boca, mas a fome que antes gritava dentro de mim pareceu desaparecer por um segundo, substituída por um turbilhão de pensamentos confusos.
Ele caçou para mim?
Essas palavras ecoavam na minha cabeça, mais altas do que qualquer outra coisa.
Eu esperava provocações, esperava que ele me chamas